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Santa Maria, Quinta-Feira, 2 de Maio de 2019 - Ano XX - Edição 1272 - R$ 2,00
EDIÇÃO 1272 CIDADE 2 de Maio de 2019
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MÃE DE DEUS E NOSSA MÃE

Cidade: bertilo mãe deus
Foto sobre Bertilo 1272 MÃE DE DEUS E NOSSA MÃE
Arquivo: Material publicado na Edição 1272 do Jornal A Cidade.

Neste mês de maio lembramos com especial carinho e amor daquela pessoa que nos deu a vida, as nossas mães. Mas também, dedicamos um culto especial a nossa Mãe do céu, Maria Santíssima. O culto é uma honra que se tributa a uma pessoa superior a nós. O culto rendido aos servidores de Deus honra o próprio Deus, que se manifesta por eles e que, por eles nos atrai a si. O Concílio de Trento assim o definiu contra os que veem no culto dos santos uma forma de superstição. Para tantos motivos é justo que Nossa Senhora seja objeto de uma veneração singularíssima: se se veneram todos os justos, quem é que não louvará a fonte da justiça e o tesouro de Santidade? Nem a língua dos homens, nem a mente dos anjos, que é a mais sublime do mundo, podem enaltecê-la dignamente. Deus ao constituir sua Mãe no cume da santidade, enchendo-a de graças, expressa-nos a sua vontade de que a honremos em tudo o que nos for possível. Louvar Maria é louvar o Filho e, por Ele, a Trindade Santíssima: qual é o filho que não se alegra quando honram sua mãe? Quanto mais Jesus cristo, que sendo Deus, ama a sua Mãe mais do que todos os filhos do mundo! Compreende-se bem aquele grito de louvor à Virgem Maria que sai dos lábios de uma mulher anônima interrompendo um discurso de Jesus: Enquanto ele assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram!(Lc11,27) É o inicio de uma sequência de louvores ininterrupta que se continuará pelos séculos e chegará à eternidade, como a própria Virgem anuncia: Minha alma glorifica o Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva. Por isso desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações (Lc1, 46-48). Pelo fato de ser Mãe de Deus, Maria tem uma dignidade de certo modo infinita, por causa do bem infinito que é Deus. E neste aspecto não se pode imaginar uma dignidade maior, como não se pode imaginar coisa maior que Deus. Ela é única que junto com Deus Pai pode dizer ao Filho de Deus: Tu és meu Filho. Seria exagero considerar a Virgem revestida de uma dignidade divina sem conexão com Aquele a quem ela sabe que deve tudo quanto é e pode: o seu Filho. A Maternidade divina é evidentemente um dom sobrenatural totalmente gratuito. Maria se sabe “a escrava do Senhor”, reconhece que a sua dignidade é devida inteiramente ao seu Criador e Redentor. Por outro lado, nunca se poderá considerar exagero o que o próprio Magistério e a Liturgia da Igreja (lex orandi, lex credendi) afirmam sobre ela: Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho e Sacrário do Espírito Santo. A fé da Igreja é anterior a fé do fiel, que é chamado a aderir a ela. Quando a Igreja celebra os sacramentos, confessa a fé recebida dos Apóstolos. Daí o adágio antigo: lex orandi, lex credendi – alei da oração é a lei da fé). O Resumo pode ser: Mais que ela só Deus. Que a Mãe do céu interceda e proteja todas as nossas mães. Parabéns! Pe. Bertilo João Morsch – Reitor do Seminário Maior São João Maria Vianey

Publicado originalmente na Edição 1272 · 2 de Maio de 2019
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