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Santa Maria, Quinta-Feira, 14 de Março de 2019 - Ano XX - Edição 1265 - R$ 2,00
EDIÇÃO 1265 CIDADE 14 de Março de 2019
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Linfoma de Hodgkin

Cidade: linfoma hodgkin doença
[ Foto sobre Linfoma de Hodgkin ]
Arquivo: Material publicado na Edição 1265 do Jornal A Cidade.

A doença acomete principalmente jovens entre 15 e 35 anos.O câncer é caracterizado pela multiplicação descontrolada de células com DNA modificado2. Em 2029, a patologia poderá ser a principal causa de morte no país, mas grandes avanços em tratamentos oncológicos têm proporcionado um cenário mais promissor aos pacientes. Um exemplo disso é o linfoma de Hodgkin, no qual o tratamento pode alcançar a cura em até 90% dos casos.A doença se origina nos gânglios do sistema linfático, responsável por produzir e transportar as células encarregadas pela imunidade do organismo, e acomete, principalmente, jovens em idade ativa, entre 15 e 35 anos. Sinais e Sintomas:Seus sintomas não são estritamente definidos porque podem variar dependendo do paciente e em qual região do corpo a doença se manifesta. Alguns dos principais sinais e sintomas observados são coceiras, inchaço indolor dos gânglios linfáticos do pescoço, axilas ou da virilha, fadiga persistente, febre e calafrios, suores noturnos, perda de peso e apetite e até mesmo maior sensibilidade à ingestão de álcool.Devido a esse inchaço dos linfonodos que a maioria dos pacientes procura atendimento médico, geralmente um clínico geral. Mas o diagnóstico precoce pode ser dificultado devido à incerteza gerada pelos sinais, que podem ser confundidos com ínguas inflamatórias. O linfoma de Hodgkin não é a causa mais comum de aumento de volume dos linfonodos. O aumento dos gânglios linfáticos, especialmente em crianças, é causado por infecções. Neste caso, o linfonodo retorna ao seu tamanho normal quando a infecção cede. Cabe ao médico realizar os exames e investigar a situação do paciente.Ambos são cânceres hematológicos que atingem os gânglios do sistema linfático, células encarregadas pela imunidade do organismo e podem ainda afetar órgãos como fígado, medula óssea, ossos, entre outros. Normalmente, as doenças acometem pacientes jovens, entre 15 e 35 anos.Diagnóstico e tratamento:O tratamento do linfoma de Hodgkin é considerado um dos tipos de câncer com maior probabilidade de cura. Cerca de 90% dos pacientes respondem ao tratamento. Para diagnosticar a doença, alguns exames são necessários, como o físico, para procurar vestígios da manifestação da doença nos linfonodos, exame de sangue e a biópsia para concluir o diagnóstico.Em função das opções de tratamento definidas para cada paciente, uma equipe médica multidisciplinar pode ser formada por especialistas, como hematologista, oncologista e radio terapeuta, além de outras especialidades complementares.É importante que todas as opções de tratamento sejam discutidas com a classe médica para alinhar os possíveis efeitos colaterais. Assim, a melhor decisão pode ser tomada, buscando a adaptação às necessidades de cada um.Atualmente, os pacientes dispõem de linhas de tratamentos. A primeira opção utilizada geralmente é a quimioterapia, administrada por via venosa, que tem como objetivo destruir as células cancerígenas. Além disso, a radioterapia é realizada em conjunto. O tratamento emite raios com alto teor de energia na direção afetada pelos linfonodos e destrói ou cessa o crescimento dessas células. Apesar de ter alto índice de cura, ainda existem aqueles que não respondem à terapia adotada ou ainda voltam a ter a doença. Nesse caso, como segunda linha de tratamento pode-se recorrer ao transplante autólogo de células tronco, que consiste no fornecimento de células saudáveis ao paciente utilizando suas próprias células. Para pacientes recidivados e refratários, existe ainda a esperança de tratamentos medicamentosos. Quando se fala em câncer, é comum pensar em um paciente debilitado e inativo. Felizmente, o cenário pode ser diferente para o linfoma de Hodgkin que, quando diagnosticado precocemente, apresenta grandes chances de cura. Além disso, existe a disponibilidade de novos mecanismos para o tratamento da doença. Beatriz Calache (11) 3094-2287

Publicado originalmente na Edição 1265 · 14 de Março de 2019
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