Mercado imobiliário
Alguns segmentos lamentam a crise e a falta de comercialização, outros estão aborrecidos pela falta de qualificação profissional em algumas atividades, somando-se a este ingrediente, temos ainda que enfrentar a burocracia pública para o bom andamento de projetos, reformas, empecilhos e morosidade, principalmente quando se trata de prédios antigos que requerem reforma ou mudança de uso, descontenta os interessados. Poucas vezes o poder público leva em conta o quanto uma reforma custa, e a morosidade atrasa o planejamento do empreendedor, em vista disso passem pela cidade para constatar o que encontramos de lojas comerciais fechadas. Faltam interessados e a primeira pergunta é se o PPCI está em dia e o habite-se também, não querem saber em ingressar na prefeitura para encaminhar o licenciamento. Locações de imóveis para residência ficam da mesma forma, o sonho da casa própria tirou o estimulo do empreendedor que investia para a locação, são muitas unidades fechadas no aguardo de novos clientes. Inclusive os aluguéis vêm sendo negociados para facilitar a contratação, o que está em alta são os projetos “Minha casa, minha vida” com prestações menores que aluguéis, pessoas inteligentes formam o patrimônio e no final do pagamento o imóvel já é seu. Sabemos o quanto nosso município é focado na construção civil e nessa cadeia produtiva, nesta edição destacamos inclusive a parte oeste o que vem sendo construído. Por que esses locais? O custo do imóvel tem um menor valor, não queremos dizer com isso que se deve desestimular o empreendedor a deixar de construir, ao contrário, sempre encontramos obras por onde passamos, mas não tanto como no passado. Mesmo que o rendimento seja lento, por enquanto a propriedade do imóvel dá garantia ao seu titular, pelo conhecimento que possuímos esperamos que muito em breve o mercado volte a ser como era no passado.