Editorial 21 de fev
Estou consciente do ciclo e das mudanças que o mundo vive, a tendência das novas gerações em não querer saber do passado, para eles tudo é o presente. Especialistas em redes sociais focados a todo instante, alguns esquecem até o próprio endereço que residem. Nada fica no seu pensamento para formar uma corrente, uma história do que se passou. Vivemos a era do silencio, tudo é pelas redes sociais, o papel está acabando. A não ser que uma reviravolta geral, a começar na educação, fazendo com que as crianças façam leituras, escrevam e conversem. Também nas faculdades os alunos pesquisem e escrevam através das fontes de tantos historiadores nas mais diferentes disciplinas que a moda antiga encontramos. Hoje ficou muito simples ir para a internet e colar o assunto, não vamos distante, temos até aula á distancia, focadas em área da saúde, será que vale o aprendizado? Já existe a conscientização de pessoas que só acreditam na ação das redes sociais e esquecem que nem todos tem acesso nem aprendizado, para estar atualizado tem que estar permanentemente ligado via internet. Tenho acompanhado a mídia do estado em termos de jornais, sem mencionar nomes. O leitor deve fazer sua autoleitura, para ver as mudanças que vem acontecendo. Diferente do rádio, porque é mais prático, onde a pessoa está pode sintonizar e se atualizar. Poucos dias, no Paraná, a gazeta do povo comemorou 100 anos de circulação, ela mudou de diário para semanal, mudando o formato e o conteúdo, até quando não se sabe. Será que a juventude se dá ao luxo de ir ler as opiniões interessantes e qualificadas, só o futuro dirá. A mídia impressa também, sinto por mim, o quanto o investidor fugiu, alguns apoiam e quando a matéria é atraente valorizando sua atividade, torna-se importante, mas nem sempre. Está difícil de conduzir e trabalhar, em março marco 21 anos, espero que com ética, trabalho, dedicação e valorização. Formei um ciclo e ele está na UTI, inclusive parabenizo a criatividade da Interativa e da Magazine, duas revistas que mexem com as pessoas. É papel, mídia impressa e é a cidade ali focada. Para produzir e levar adiante um projeto desta grandeza e com esta qualidade se faz necessário bons investimentos e apoiadores. Só quem está no segmento sabe dos custos necessários para manter uma mídia impressa, o papel está terminando, na esfera do judiciário aos poucos tudo vai ficando eletrônico. Até as operadoras de telefonia, fornecedoras de energia nem mais mandam por e-mail a conta. O contribuinte deve ir buscar no escritório ou fazer o débito em conta, depois para cancelar é difícil. Trabalho hoje pelo amor ao jornalismo, pela informação. Com imparcialidade e nunca criticando ninguém ao longo de quase 21 e 18 no programa A Cidade na rádio Imembuí. Amamos Santa Maria e aplaudimos a cidade que me acolheu, queria ser um colaborador para que tudo estivesse as maravilhas, mas é quase impossível. Não estou dando um adeus a mídia impressa, mas confesso que a gente perde os ânimos pela falta de reconhecimento e na certa não serei eu que vou mudar ou conscientizar as pessoas a construir uma sociedade mais justa, com direitos e deveres, sendo mais correta. Não serei eu que vou conseguir conscientizar que a cidade deve estar limpa, repleta de flores e o lixo no seu devido lugar, com a arborização devidamente conservada e com a manutenção em dia, sendo atraente. Sou grato por tanto que recebi, obrigado daqueles que só usufruíram de alguns benefícios que colocamos a disposição. Estamos levando, não sei até quando, fácil não é, mas a preexistência supera as dificuldades encontradas. Até breve, quem sabe daqui algum tempo teremos a última edição, para a alegria daqueles que ao invés de transmitirem otimismo sempre trazem a mensagem “não vai dar certo” é só ver o caso da Havan, não preciso dizer mais nada. Até quando as redes sociais vão suportar tamanho consumo em nosso país.