Jornal A Cidade
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Santa Maria, Quinta-Feira, 21 de Fevereiro de 2019 - Ano XX - Edição 1262 - R$ 2,00
EDIÇÃO 1262 CIDADE 21 de Fevereiro de 2019
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Nenhuma criança sem escola

Cidade: nenhuma criança escola
[ Foto sobre Nenhuma criança sem escola ]
Arquivo: Material publicado na Edição 1262 do Jornal A Cidade.

Esta manchete vem sendo reativada, mas foi lá por meados de 1960 que o governador Leonel Brizola começou seu investimento em educação, nos princípios básicos começando pela educação rural. Lembramos que ele criou a escola rural, onde existia uma vila, havia uma escola. Pois naquela época o interior tinha famílias numerosas que viviam do trabalho braçal, e dificilmente iriam poder encaminhar os filhos para estudar nas capitais, sendo esse um privilégio dos grandes fazendeiros que estudavam em faculdades de renome em Porto Alegre e no centro do pais. Alguns vinham para internatos como em Santa Maria, que tinha mais de uma dezena de escolas em tempo integral, inclusive com oficinas para a pratica de uma profissão, recordando lembramos do “pão dos pobres”, “cidade dos meninos”, “Sant’Anna”, “Santa Maria” e muitos outros. Também o pequeno agricultor tinha a oportunidade de buscar o seminário quem tinha a vocação para ser padre, é só consultar quantos sacerdotes vieram da região central, do interior, como por exemplo: Nosso arcebispo Dom Hélio, Padre Bertilo que veio de Segredo, Padre Xiko, Padre Celito e tantos outros religiosos que são líderes em nossa comunidade, é bom recordar o passado então. As pesquisas indicam um número alarmante de jovens que não concluíram o ensino fundamenta, a resposta é que sabem ler e escrever e não precisam estudar, mas pouco se investiu no ensino integral profissionalizante. Recentemente o ministro da educação foi mal interpretado, devem os governantes se darem conta que o magistério tem pouca valorização, a falta de disciplina, famílias pequenas e o crescimento da rede particular de ensino. Com isso foi divulgado recentemente que o ensino integral do estado está em baixa, se em 2017 foram quase 7 mil alunos matriculados, em 2018 baixou para 5 mil. É necessário amadurecer e conscientizar-se para ver a realidade atual e o recenciamento positivo, presencial, se em 1960 numa comunidade, por exemplo, são Valentim, tínhamos 100 famílias, hoje temos 30 ou 40, esse é um fator para a redução dos alunos nas escolas. Também lembrando que muitos casais não têm mais de 2 filhos, com isso vários locais tiveram as escolas fechadas e professores e alunos deslocados, estes com transporte escolar pagos pelo governo. Quantos municípios pequenos ou vilas trabalham neste horizonte e assim o aprendizado se torna diferente, estas cidades foram destaque nacional pela nova forma de ensino. Marau que é uma cidade que nunca falta emprego, pelas indústrias; os pais trabalham e o município se encarrega de levar e buscar as crianças na escola, vivemos um novo ciclo, precisamos com urgência da disciplina moral e cívica. É necessária uma campanha medica oftalmológica orientando os prejuízos futuros que o grande uso do celular poderá causar.

Publicado originalmente na Edição 1262 · 21 de Fevereiro de 2019
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