Editorial
Apenas para esclarecer que são prédios de uma cidade com características históricas muitos bem construídos no passado, e para os conservadores eles são importantes para manter a história e talvez imaginem eles embelezar a cidade. Sou contra, não podemos impedir pelos prédios a evolução, a tecnologia, o avanço cada vez maior no mundo atual, a velocidade é muito rápida e tudo construído com difícil recuperação “descartável”. E nosso estado para quem conhece a Região Sul, lá implantada a conservação do passado, a manutenção dos prédios tudo é história, só que a nova geração ela quer novidade. Passam despercebidos até os fatos históricos, basta vermos o quanto eles inventam, quem conhece Olinda Recife tem uma imagem desgastante da conservação dos prédios antigos, mas lá o foco é o turismo, no entanto o Poder Público investe no segmento e deve ter recursos para tanto. Ficamos por aqui, a surpresa de Julho um decreto do Executivo que tem o poder da caneta, por vontade própria, legal ou pressão não cabe a mim dizer quem, ele passou um arrastão no trabalho que a comunidade e o legislativo discutiram no plano diretor. Se esse documento não preservava o patrimônio são outras questões, o que não poderia ser feito pelo prefeito, pode ser até legal, só num ato listar 135 imóveis “tombamento provisório”. É o caminho para a concretização e já tem ações judiciais reivindicando o direito da propriedade previsto na Constituição Federal. Será que o Executivo fez um estudo minucioso caso a caso de cada imóvel? O plano de governo prevê verbas orçamentarias para dar manutenção a esses imóveis ou ficará a cargo do proprietário que não tem a liberdade de usufruir dos seus bens. Ou vamos caminhar igual a tantos casos já existentes tombados e abandonados, mais uma vez a Sotéia, o imóvel da antiga sede da USE da Acampamento, e a Gare que foi cedida para a Prefeitura. A própria Vila Belga que é um patrimônio histórico as ruas deixam a desejar e quem salvou um pavilhão da antiga cooperativa foi um empresário, que criou o Mercado Público. As casas da Belga são mantidas pelos proprietários e a tão pouco tempo uma empresa doou a tinta para a pintura, imaginem os leitores administrar 135 imóveis se realmente forem tombados. E o prejuízo financeiro? Geração de empregos? De investimentos? Nesse número de imóveis poderiam ser construídos prédios, essa cadeia produtiva da construção civil de nossa cidade, que é responsável pela inovação e adequação a realidade atual dos imóveis particulares, não dos públicos que poucos hoje atendem o que a lei exige para serem utilizados. Inclusive estranho que os profissionais da arquitetura sejam a favor do tombamento, nem todos evidente, com isso eles perdem uma fatia de mercado. E outros defensores são barnabés públicos e nas suas trajetórias um dia foram empreendedores? A cidade é jovem, aqui eles estão buscando sua vocação e realizando seu sonho, quem visita Camobi, a parte Oeste, as avenidas da cidade como é agradável ver prédios novos, conservados e as pessoas felizes. Perdoem-me leitores sou contra a conservação de prédios antigos, o patamar de Capão da Canoa entre tantas cidades, prédios com dez andares vão a baixo para ceder espaço a novas obras. Espero sim nesse momento delicado, Executivo, Legislativo, Judiciário, a comunidade, busquem entendimento uma solução, ou então deixem a cidade como está ninguém constrói mais nem reforma e a nova geração busquem parcerias e vamos criar uma nova Santa Maria. Dois bairros caminham para isso Camobi e parte Oeste. Esta é minha opinião respeito à de todos.