Leigos e leigas, protagonistas na evangelização.
Queremos refletir sobre o chamado feito aos cristãos leigos e leigas para que assumam seu papel de protagonistas da evangelização na Igreja e na sociedade. Protagonista significa o primeiro o mais importante. Aquele que ocupa o papel de destaque. Sendo, assim , hoje, cabe aos leigos e leigas, o papel de destaque na evangelização; de modo especial na família, como esposos, na vivência do sacramento do matrimônio; e em seguida como pais, na educação e orientação dos filhos, sendo educadores e promotores da fé. Com certeza este é o campo mais importante e decisivo, pois se faltar o protagonismo dos pais, faltará à base para a vida cristã. Outro campo decisivo para exercer o protagonismo é justamente a paróquia, onde eles devem experimentar a sua pertença eclesial e aí promoverem a unidade e exercerem de acordo com seus carismas e dons, os ministérios e serviços. O protagonismo não consiste em ser mais, ou substituir os outros, mas justamente adiantar-se, puxar a frente, promover iniciativas renovadoras e tomar a iniciativa na participação e na ação servidora. Para que a resposta da fé perdure no tempo seja eficaz e constante. A vocação de ser uma Igreja em saída e em resposta aos apelos do presente para que a Boa Nova não seja algo antiquado, mas tenha muito a dizer ao ser humano de hoje. O mandato de Jesus: “ IDE por todo o mundo pregai evangelho a toda criatura”(Mc16,15) continua atual, e os leigos tem alegria de responder a esse compromisso seja diante de Deus, seja diante de cada ser humano com prontidão e constância. Se nossa resposta fosse apenas com ações esporádicas e momentâneas, não estaríamos colocando em prática a missão recebida como instrumento de caridade. Sabemos que as circunstâncias do mundo e da Igreja mudaram enormemente. No entanto, o seu testemunho de seguimento do Cristo permanece válido e atualizado. O protagonismo dos cristãos leigos(as) se faz presente nos movimentos e associações, hoje indispensáveis. Primeiramente, com sua ativa presença, depois no exercício da liderança, suas iniciativas na coordenação e na contribuição dos talentos que lhe são específicos. É bom lembrar que o protagonismo não é exibicionismo, não é tomar conta, não é querer fazer tudo, mas ser promotor para que os outros também passem a assumir. É ajudar a distribuir tarefas e estar atento para que todos atuem. Este protagonismo na Igreja não deve, em nada, diminuir o protagonismo essencial e específico de ações do dia a dia, nos ambientes, como afirma, o documento de Puebla: “Os leigos são à Igreja no coração do mundo e trazem o mundo para o coração da Igreja”. Sim, cabe aos leigos ordenarem o mundo com os critérios do Evangelho. Sendo os promotores da justiça e da paz. Também hoje as pessoas sentem sede de Deus, um desejo de ver Deus que existe nas profundezas do coração humano, uma vontade de falar com Ele e ser amado por Ele. Mais do que nunca os leigos devem exercer o seu papel de discípulos missionários de uma Igreja em saída motivada pela fé para que produza frutos de caridade que perdurem na história, não produzindo um fechamento da mente, mas uma sadia abertura ao mundo. Pe. Bertilo João Morsch – Reitor do Seminário Maior São João Maria Vianey.